CONCURSO DE ESCRITA CRIATIVA
No âmbito da Literacia da Leitura – criar textos originais, em diferentes géneros e formatos, dominando as linguagens e as técnicas necessárias, foi dinamizado o concurso de escrita criativa AMOR E OUTROS AFETOS, no período compreendido entre 22 e 28 de março, com os objetivos de estimular a criatividade e incentivar o desenvolvimento da competência de escrita.
A criatividade surgiu e com ela os trabalhos que foram apreciados e premiados pelo Júri, no cumprimento do previsto nos pontos 8 e 9 do Regulamento.
Não podemos deixar de agradecer a todos os professores que motivaram os alunos a participar no concurso.
A equipa da Biblioteca endereça os Parabéns a Todos os que responderam ao desafio e publica os trabalhos premiados.
Trabalhos vencedores no escalão 1 - Alunos
1.º lugar
Nos teus olhos me encontrei,
E neles me perdi.
Lembro-me do teu riso, do brilho no olhar,
De quando o mundo inteiro era o nosso lugar.
O meu amor por ti é como o oceano,
Quanto mais profundo e intenso, mas valioso.
É difícil admitir
Que me apaixonei por ti,
Nas noites em que a lua só queria brilhar,
Para nós nos perdermos, sem pressa de voltar.
Castanhos são os olhos em que me perdi,
Tão escuros quanto a noite estrelada que conheci.
Dormir alivia-me de ti,
Sonhar traz-te até mim.
Somos como o sol e a lua:
Mesmo perto, estamos longe.
Lembro-me do calor das tuas mãos nas minhas,
Da dança das estrelas guiando nossas linhas.
Somos com degraus de uma escada,
Precisamos um do outro para estar nas altas.
O tempo parava, o vento sussurrava,
Que o nosso amor era tudo o que importava.
E mesmo depois de contar-te,
Em palavras caladas,
Serás para mim ou estou a sonhar acordada?
Núria Pires Cristóvão, nº 27, 10º A
2.º lugar
Entre palavras e batimentos
Escrevo-te sem pensar muito,
Rabiscos que fogem da mão,
Numa folha meio amassada
Onde bate o coração.
O amor não segue caminho,
Não rima só por rimar,
É brisa leve e, sozinho,
Só sente quem sabe amar.
Cada palavra é um arrepio,
Cada frase, um toque no ar,
E, no silêncio que fica,
É o teu nome a chamar.
Se o amor fosse um poema,
Eu tentava escrever assim:
Simples, meio confuso,
Mas com um pouco de ti e de mim.
Leonor Pereira, nº 16, 10º A
3.º lugar
Escrevo sem medo, sem rima forçada,
Só o que sinto, sem pensar em nada.
Pego na caneta, o mundo desaparece,
fica só o coração, que bate e aquece.
O amor não segue regras ou planos,
não cabe em dicionários humanos
É fogo, é vento, é onda a dançar,
é tudo o que eu não sei explicar.
Por isso escrevo, rascunho, invento,
ponho no papel o que trago cá dentro.
Se faz sentido? Não sei bem,
Mas sei que escrevo… e isso já me faz bem.
Santiago Pinto Rebelo, n.º 28, 10.º A
Trabalho vencedor no escalão 2 – Docentes, Não docentes, Encarregados de Educação
Ternura que nadas no rio,
Entre águas doces vens-me abraçar,
Teu aconchego desarma aquele lado sombrio,
Daquele tempo que tardava em te fazer chegar!
Qual a força ou o poder,
Que pode ter o teu abraço,
Da sua intensidade pode renascer,
Quem já sucumbiu ao desamor e ao cansaço!
Quão caloroso, quão reconfortante,
O calor da palma da tua mão,
Em cada carícia qualquer semblante,
Se enaltece de luz e rejubilação!
Que belo vislumbre chega aos meus olhos,
Que me contempla à tua presença,
No teu regaço carregas aos molhos,
Ramos de luz com o cheiro da tua essência!
Ele pode estar em todo o lado,
Ora mais leve, ora com mais fervor,
Qualquer um de nós pode alcançá-lo,
O amor!
Vânia Isabel Pais Ferreira

Sem comentários:
Enviar um comentário